domingo, 22 de junho de 2008

A medida, o cisco e a viga (Voltando para dentro de mim)

Meditei bastante nesse texto (Mateus 7:1-12). E reconheci uma certa dificuldade minha em compreender o lance da medida, do cisco e da viga.
Geralmente, identificamos nas outras pessoas os nossos próprios erros. Já ouvi muito isso, e acho que não seja uma mentira.

Acho que antes de reparar nas pessoas ao meu redor, quando paro para me auto-analisar verei é em mim o que vejo tão gritante na vida do próximo.

E se levarmos essa analise o mínimo a serio, creio que ninguém mais terá coragem de ir em frente para "julgar" o próximo. Porque antes estaremos analisando e identificando as nossas próprias atitudes com a medida que usaríamos para medir o erro do outro.

Achava meio confuso essa ideia da medida, até chegar ao versículo 5. Eu sei que querer tirar o cisco dos olhos dos irmãos, sendo que a viga ainda encontra nos nossos olhos quer dizer muito mais do que você não julgar.

Ao reconhecermos o peso do meu erro e buscar a melhor forma para me livrar dele, passo por um processo de humilhação, quebrantamento e restauração na presença de Deus. E ao olhar para meu irmão (que até então eu enxergava apenas o cisco) passarei e ver a necessidade de restauração, de liberdade e alívio que o meu próximo precisa experimentar. Assim como eu experimento.

A medida que usarei não será a de condenação, de julgamento... mas medida de amor, compaixão e principalmente EMPATIA. Pois terei não só me colocado no lugar da pessoa, terei vivido com o mesmo cisco que ele vive e experimentado a sensação do alivio, experimento o que realmente há de melhor para mim.

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