quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Crescendo na vertical


Esse texto é de setembro... como esqueci de postar aqui, entoncis lá vai =D

A Brenda postou essa foto no Orkut dela, de uma praia que ela visitou lá na Austrália. Achei o maior legal a forma como essa árvore cresceu, e fiquei maior cara olhando pra ela.

O Sr fala muito comigo com a figura da árvore. Quando me corrige em algum comportamento, atitude, sentimento, emoção por várias vezes Ele me mostra como a figura de uma árvore.

Aí veio um pling rs, brincadeira... Mas veio algo ao coração: essa árvore cresceu assim por causa das condições externas em que ela foi plantada.

Ela não nasceu para ser daquela forma. No caso, todas as árvores são desenhadas para crescer pra cima, em direção ao céu e suas raízes que é o que as sustentam, é quem deve crescer na horizontal.

Eu acredito que o que ameniza o impacto dos ventos nessas árvores são dois fatores:

- O SOLO: Primeiramente, as edificações internas. O solo em que essa árvore na foto está plantada é bastante sedimentar, é um solo diferente do solo de uma floresta.

Para nós, o que nos deve edificar é a Palavra de Deus. Devemos ter nossas vidas edificadas, plantadas nesse tipo de solo. Para que nossas raízes cresçam tão profunda e horizontalmente nos caminhos do Sr.

Devemos conhecer o solo em que estamos plantados para discernimos se estamos plantados no local correto, se nossos pés não têm caminhado e firmado seus passos por lugares envenenados, que produz morte.

- UNIDADE: Imagine uma floresta, essas árvores estão pra cima? Ou você consegue imaginar um monte de árvores como a da foto?

Na floresta, as árvores compartilham do mesmo solo e espaço, diferente da nossa solitária árvore litorânea.

Se analisarmos, o mesmo vento que uma árvore encara, a outra também encara, e juntas elas acabam criando uma “barreira” contra esses ventos contrários. O vento é o mesmo, na mesma velocidade, a diferença é a posição de cada árvore.

Em sua posição (na vertical), uma auxilia a outra para encarar essas situações. Com o que experimento posso me firmar e ajudar a “árvore” vizinha a encarar as circunstâncias contraria.


Mas aquela árvore teve seu crescimento prejudicado e alterado por estar em “linha de frente” com o vento e sem nada ao seu lado para ajudar “amortecer” o impacto dos ventos.

O que aconteceu foi que os ventos litorâneos que passam por ali, não tendo nenhuma barreira para amenizar seu impacto, vai de cara contra aquela isolada árvore. Fazendo com o que deveria crescer apenas verticalmente, passe para a posição horizontal e o que deveria crescer na horizontal e ser profunda (raízes) acaba se tornando aparente e superficial.

Como tem sido seu crescimento?
Na vertical, como uma árvore que cresce na floresta? Tendo seu alvo o céu? Buscando o crescimento e fortalecimento em suas raízes, para que as experiências com o solo sejam tão profunda e horizontal?

Ou na horizontal, como aquela árvore litorânea que sozinha encara os ventos em um solo indevido? Fazendo como que o crescimento de suas raízes sejam tão superficiais e aparentes quanto o crescimento de seu caule?

Em Jo 3:16, lemos:
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito,
para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”

A vida eterna, é esse o propósito de cada um de nós. De sermos reconciliados com Deus. De sermos amigos de Deus. De experimentarmos a Deus. De falarmos de Deus. De conhecermos a Deus. De vivermos com, para e por Deus.

Jesus nos diz que ele é a videira verdadeira (Jo15:1), e mais a frente nos garante que se permanecermos nele e Ele em nós, teremos vida. É isso que falta para nós, estarmos não apenas conectados, mas permanecermos em Jesus. Para que a nossa árvore seja a manifestação da videira verdadeira, que aponta para o céu e tem suas raízes profundas no relacionamento e experiência com Deus e com o próximo.


"Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto"

(Jeremias 17:7-8)

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